Na cozinha, a alquimia das cores e dos sabores é a perfeita inspiração para o chef Raphael Maimoni de Figueiredo. Rigoroso quanto à qualidade e ao frescor dos alimentos, elabora com maestria pratos que lhe rendem elogios e fideliza os comensais. Pudera: Raphael traz no DNA uma herança familiar na gastronomia em que as cozinhas italiana (materna) e cuiabana (paterna) se entrelaçam.

Suas raízes foram o ponto de partida para sua trajetória como chef de cozinha. O que é tendência já fazia parte do seu universo mesmo antes do fenômeno que domina o cenário da gastronomia, o da volta às raízes. Aliou a sensibilidade à literatura, o talento à técnica, a intuição à formação universitária. Raphael estudou Gastronomia na conceituada Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Ao retornar para Cuiabá, decidiu atuar além dos sabores, mas também com a memória afetiva da cidade. Montou seu restaurante, o Dom Agostinho, no casarão da família, no tradicional patrimônio cultural da cidade.
No Dom Agostinho, as receitas italianas ditam a cena, às quais o chef acrescenta toques contemporâneos. Só permite tecnologia na sua cozinha se ela não interferir na qualidade da receita. Valoriza ingredientes atemporais, como ovo caipira, e o resultado são massas surpreendentemente leves e saborosas. “O frescor dos alimentos é prioridade na minha cozinha, valorizar cada sabor e harmonizá-los. Um prato deve possibilitar uma completa experiência sensorial”, pontua o chef. Elementos regionais também se destacam, como os peixes, bem como o exótico javali.

Raphael comemora a nova fase que Cuiabá vivencia, em que a informação acerca da gastronomia conduz os paladares, cada vez mais exigentes. “Entender que a gastronomia é uma arte, um processo árduo de trabalho conduz à valorização do nosso trabalho pelo consumidor”, destaca ele. Tanto assim que Dom Agostinho reedita a cada 15 dias os pratos executivos do seu almoço. Para Raphael, criar é exercício diário da profissão.