Originalmente indígena, o pequi está nas  mesas dos mato-grossenses e mais uma ótima notícia, faz bem para a saúde.  Possui 60% de óleo insaturado, que não faz mal ao organismo, não representando risco ao colesterol. É rico em vitamina A, C e E, sais minerais (fósforo, potássio e magnésio) e em caroteno. Seu consumo evita a formação de radicais livres, ajuda na prevenção de tumores e a inibir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Fruto da culinária tradicional sertaneja do Cerrado, os frutos são típicos de Mato Grosso, Goiás, norte de Minas, Tocantins, e Mato Grosso do Sul. Seu perfume é marcante, bem como sua cor amarela e sabor intenso.

O pequi é uma fruta para comer lentamente, não apenas a partir dos cuidados com os espinhos, mas também para saborear sua carne. No caroço existe uma polpa e, abaixo dessa polpa vêm os famosos espinhos que protegem a semente. A dica dos cuiabanos é roer o caroço.

As receitas são diversas – pequi com frango, com arroz, com carne-seca, licor de pequi, picolé, cremes,  e pequi simplesmente. Além da fruta fresca, a técnica de congelamento não lhe retira suas propriedades. Diz a cultura popular que a fruta tem ativos afrodisíacos.

Os chefs já descobriram suas particularidades e elaboram receitas das mais simples às sofisticadas envolvendo a fruta. Nos buffets, lá estão os frutos perfumando um prato. Porém o pequi desperta sensações diversas, enquanto uns amam, outros odeiam. No entanto, cada vez mais os chefs criam receitas que suavizam ou valorizam o sabor peculiar da fruta. Tanto assim, que até mesmo os que torcem o nariz para o pequi, se surpreendem apreciando o sabor da fruta quando delicadamente inserida em alguma preparação.